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Cultura maker e inovação: veja como foi o 2º webinar da 8ª edição do Prêmio

Cultura maker e inovação: veja como foi o 2º webinar da 8ª edição do Prêmio

Flávia Siqueira
26/05/2021
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É preciso ter um laboratório super equipado para trabalhar com cultura maker na escola? E como estimular os alunos e alunas a colocarem a mão na massa mesmo no contexto de aulas remotas? Será que a cultura maker pode ajudar nas aulas de disciplinas de Humanas?

Essas foram algumas das questões abordadas pelo pesquisador e docente Luciano Meira no 2º webinar da 8ª edição do Prêmio Respostas para o Amanhã – iniciativa brasileira do Solve For Tomorrow, programa global da Samsung que desafia estudantes do Ensino Médio da rede pública de ensino a desenvolverem soluções para demandas locais por meio da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). O evento, intitulado Cultura maker e inovação da educação, aconteceu no dia 19 de maio no canal do Prêmio no Youtube. A mediação foi de Isabel Costa, Gerente de Cidadania Corporativa da Samsung Brasil.

Assista à íntegra do webinar no final desta página.

O que é cultura maker?
Ao pensar em cultura maker, é comum virem à mente imagens de impressoras 3D, laboratórios bem equipados e recursos tecnológicos de última geração. Ter equipamentos à disposição ajuda bastante, sem dúvida, mas está longe de ser indispensável. “Cultura maker está muito mais ligada a colaboração, experiências e autonomia do que à compra de equipamentos”, explicou Luciano Meira – que é Ph.D. em educação matemática pela Universidade da Califórnia, mestre em psicologia cognitiva, bacharel em pedagogia e professor adjunto de psicologia na Universidade Federal de Pernambuco. 

Meira abriu sua apresentação com uma definição de cultura maker: 

“Prática pela qual damos visibilidade material a ideias, conceitos e competências (científicas, artísticas, tecnológicas), através da produção de artefatos, com base em processos imaginativos e projetos criativos geralmente desenvolvidos em regime de colaboração, a fim de provocar a imersão das pessoas em ambientes significativos de aprendizagem.”

Trata-se, então, de dar materialidade a ideias – algo viável inclusive em disciplinas da área de Humanas. Em História, por exemplo, é possível trabalhar a composição de cenários, simulações e a criação de roupas ou objetos de época. O objetivo é que o estudante se torne “autor” do projeto e, assim, tenha motivação para construir sua própria autonomia.

“Essa vivência prática torna os estudantes mais comprometidos”, complementou Isabel Costa, Gerente de Cidadania Corporativa da Samsung Brasil. “Eles são mais desafiados a pensar, a construir e a usar a criatividade, a imaginação e o trabalho colaborativo. Isso tem impacto na autoestima e no engajamento dos alunos, no olhar do estudante como protagonista, de alguém que vai trazer a solução para um desafio.” 

Cultura maker “a distância”
Meira também destacou a possibilidade de integrar o universo digital à cultura maker, o que pode ser feito mesmo no contexto de aulas remotas. Simulações, contação de histórias em ambientes virtuais, fabricação digital, atividades de RPG (Role Playing Game) e produção de vídeos são algumas das maneiras de colocar isso em prática. Outra ideia é trabalhar com as plataformas digitais em que os estudantes já estão – redes sociais e aplicativos, por exemplo. O essencial, ressaltou o palestrante, é que os desafios propostos pelos docentes (ou até pelos próprios alunos e alunas) sejam orientados para a colaboração.

E por onde começar? Os professores precisam se arriscar e aceitar os erros que virão ao longo do processo, sem desistir. “Confiança é um fator fundamental”, apontou Meira. “Somos mais criativos em ambientes onde podemos arriscar, falar coisas talvez ‘estranhas’, pensar em outros mundos. E o erro, nesse sentido, deve ser acolhido como uma preciosidade. Há avanços científicos que vêm justamente da análise de erros.”

Cidadania
Isabel Costa destacou a possibilidade de essa cultura contribuir para a cidadania e a participação mais ativa de jovens estudantes em suas comunidades. Meira complementou: “sem dúvida. Trata-se de identificar uma demanda e estudá-la como problema. São questões complexas, para as quais precisamos de muita gente pensando, construindo.” E, quanto mais pessoas pensando de forma colaborativa, maiores as chances de encontrarmos boas soluções.

Concluindo o webinar, Isabel convidou professores e professoras de ensino médio de escolas públicas a mobilizar os estudantes para participar da 8ª edição do Prêmio Respostas para o Amanhã – uma oportunidade de trabalhar o olhar dos alunos e alunas para a comunidade e para a solução de problemas reais.

Veja o passo a passo da inscrição e acesse nossos materiais de apoio. Qualquer dúvida, basta acionar nossos canais de atendimento. Neste ano, as inscrições para o Prêmio ficam abertas até o dia 30 de junho.

Assista à íntegra do webinar Cultura maker e inovação na educação:

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