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O que a junção entre Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemática significa?

O que a junção entre Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemática significa?

Mariana Lorenzin
13/05/2019
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STEM: O que a integração entre Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemática significa?

 

Uma abordagem orientada pela integração entre as áreas das Ciências da Natureza, Tecnologias, Engenharias e Matemática em que, centrado no aluno, por meio da investigação e do trabalho por projetos, o foco reside na resolução de problemas reais com múltiplas possibilidades de soluções é o que constitui a base do STEM!

Muito mais do que a união entre as quatro áreas, a abordagem STEM (do inglês, Science, Technology, Engineering and Mathematics) teve origem no contexto norte-americano, em resposta à necessidade de melhorias no Ensino de Ciências e de Matemática, com a finalidade de aumentar o interesse dos estudantes em carreiras científicas, tecnológicas e engenharias e alcançar o desenvolvimento científico e tecnológico por meio de um currículo integrado entre áreas incialmente separadas.

Quando aprendidos de forma integrada, os conceitos das diferentes áreas possibilitam a construção de um conhecimento que permite a compreensão da realidade, o desenvolvimento tecnológico e a inovação!

Atualmente, seja como parte da política nacional de Educação, inserida no currículo escolar ou em programas e atividades extracurriculares, o STEM alcança países como Canadá, Austrália, Coreia, México, Brasil, entre outros.

Embora tenha ênfase nas Ciências da Natureza e na Matemática, o STEM encontra suporte nas Tecnologias e nas Engenharias como meio para envolver os temas em processos de ensino por investigação, aproximando-se do contexto e empregando as quatro áreas na solução criativa de problemas reais.

Como colocar o STEM em prática?

Superando o ensino de Ciências e da Matemática pautado na transmissão de conteúdo, o STEM modifica os papéis de aluno e professor, o planejamento das aulas e sequências didáticas e até a organização do ambiente.

Um grande desafio é integrar a abordagem STEM ao currículo, engajando os estudantes em um processo de aprendizagem ativa e com base na investigação científica. Assim, em diálogo com a metodologia científica e a aprendizagem baseada em projetos (PBL), o STEM se concretiza com a observação, o questionamento, o teste de hipóteses com a mão na massa, a investigação e a busca, em grupo, pela resolução de problemas.

O trabalho em grupo é base do STEM!

A organização entre pares permite a mobilização de habilidades socioemocionais e o desenvolvimento da autonomia

Distante da organização tradicional de uma aula expositiva, é nesse contexto que o professor, como orientador, deixa de ser o detentor do conhecimento e passa a atuar como mediador desse, valorizando o protagonismo do aluno e a sua busca por respostas e por soluções aos desafios enfrentados no desenvolvimento de seu projeto. Nesse novo papel, o professor oferece possibilidades e caminhos e, não mais respostas prontas.

Na prática, dinâmicas que proponham um desafio inicial, com perguntas complexas e que estimulem a curiosidade e a colaboração entre estudantes para sua conclusão são caminhos para o início do projeto.

É importante criar espaços para o pensar, o testar, o imaginar, o experimentar, o construir!

A motivação dos grupos para a aprendizagem é a chave para o sucesso da proposta! Por isso, a identificação de problema a ser resolvido deve fazer sentido no contexto e emergir da própria equipe de trabalho.

Com propostas centradas no aluno e etapas bem definidas para a realização em uma sequência de aulas, os estudantes levantam um problema, realizam uma pesquisa, planejam, constroem e testam sua solução, aplicando o conhecimento de forma integrada.

As perguntas são fundamentais para que os alunos elaborem suas hipóteses. Estas serão testadas por meio de atividades, experimentos e produção de protótipos que aplicam e permitem a construção do conhecimento científico.

O processo não é simples e tão pouco linear. Idas e vindas, fazer e refazer, repensar e mudar rotas são parte do trabalho por projetos. Dessa forma, buscar caminhos para resolver problemas não previstos e lidar com o erro ampliam as possibilidades de aprendizagem.

Compreender o erro como parte do processo de aprendizagem e garantir a reflexão sobre este é determinante para a sua superação.

Recursos diversos podem ser utilizados para o desenvolvimento de projetos orientados pela abordagem STEM. Programação, robótica e fabricação digital em impressoras 3D e cortadoras a laser e em vinil podem ser usadas e favorecem a prototipagem. No entanto, por se tratar de protótipos, recursos simples e de baixo custo, como sucata, são muito valorizados.

Durante o processo de desenvolvimento e ao final do projeto é fundamental compartilhar a aprendizagem e aprender entre pares. Diversificar estratégias de apresentação possibilitam mobilizar diferentes habilidades de comunicação.

Prever diferentes momentos para devolutivas e compartilhamento de ideias é fundamental para que surjam novas propostas.

 O final é, de fato, recompensador! São desenvolvidas habilidades científicas como interpretação, análise, síntese e comunicação, além do estímulo à criatividade e à proposição de novas ideias.

É isso que o mundo atual, veloz e cheio de incertezas precisa, não?

O desafio está lançado! Desenvolva projetos com seus alunos e alunas!

Vamos contribuir para formar os jovens para os desafios futuros e fornecer respostas para o amanhã!

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